sexta-feira, 24 de julho de 2009


Eu apóio a luta da Flaskô

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SUGESTÃO DE FIM DE MÊS


Leituras sobre música popular brasileira - reflexões sobre sonoridade e cultura

Emerson Giumbelli, Júlio Cesar Valladão Diniz, Santuza Cambraia Naves (organização)

  • Assunto: Ensaio
  • Formato: 16x23
  • Número de Páginas: 420
  • ISBN: 978-85-7577-505-9
  • Ano: 2008

Leituras sobre música popular – reflexões sobre sonoridade e cultura é um livro marcado pela mesma pluralidade de seu tema: a música brasileira. São diversos os gêneros que compõem nossa música popular, assim como são variados os ritmos analisados ao longo dos vinte e quatro artigos do livro – do samba ao heavy metal, do Tropicalismo ao funk, passando pelo rock nacional, os violeiros mineiros e o Manguebeat. Os textos reunidos abordam desde movimentos e cenas até o conjunto da obra de bandas e artistas específicos durante as últimas décadas, focando sempre na multiplicidade e na interdisciplinaridade. O conjunto dos ensaios apresenta um amplo panorama em torno da música brasileira, e é leitura obrigatória para os pesquisadores e amantes da nossa música.

CURTINHA MAS RELEVANTE


DIETA DE TESE
NUM DIA CATAFLAN NO OUTRO VINHO TINTO SECO

Todos os olhares


Gostaria de propor uma criação coletiva. Sim, afinal tendo passado o dia a ler sobre o Império Romano e poder dos principados, entendo melhor as milícias e o agronegócio. Precisamos exercitar habilidades não-monopolísticas. Lutamos pela melhor tese, pelo melhor reconhecimento, enfim,,, tipos de poder dispersos mundo afora dos quais tentamos nos apropriar - mesmo em atos caridosos. Não porque eu tenha lido Weber, mas também porque o li, estas reflexões surgiram.

Mas foi em uma quarta-feira lá pelas 18:00 horas na Hadock Lobo, indo para a aula de antropologia que percebi o que agora registro: Eis que uma dama se levanta e faz sinal para descer. Enquanto se desloca pelo corredor, um popular que levava um cano em PVC de um metro mais ou menos, tendo lá seus 30 anos, acompanha o deslizar de uma mulher com idade equivalente a dele. Não era exatamente um olhar agressivo. Mas era nítido o suficiente para que deixasse entender que ali, misturavam-se curiosidade e um pouco de malícia. Que pode ser percebido no olhar de quase todo homem ao ver passar um tipo que chame atenção.

Por vezes, me espanto com o que as pessoas revelam pelo olhar: onde está a inveja se não no olhar? Em que lugar esta senhora pantanosa habita melhor que naquele olho parado, fixo que torna o resto da face um acessório- como se os olhos crescessem para engolir tudo que abarcam?
Salieri vendo a genialidade de Mozart

Onde aflora primeiro a raiva, se não nos olhos? Al Pacino em Scarface ao ver que sua irmã deitou-se com outro homem. Segundos até que se transforme numa máquina de ira em movimento de morte

Se são a janela da alma, o que pode ser acrescido é que em uma cidade de seis milhões de habitantes, são muitas as formas de olhar, muitas delas, sem o direito à imaginação. Porque imaginar é um ato de vontade que precisa de espaço. Não espaço físico apenas, mas espaços com cores. memórias e possibilidades de mudança de posição.

O que a caixa do supermercado vê diariamente são pacotes de café, de arros, legumes. Números, pessoas. Fixa de seu lugar. Por horas e horas e horas.

Dos operários sabemos que veêm pouco a luz do dia.


As crianças, como sempre foi o meu caso, passam as horas de sala de aula a olhar pela janela. A crueldade da sociedade é educá-las para que fixem um único e verde ponto - O QUADRO NEGRO.

Os presos, nosso tipo-ideal de olhar cerceado, imaginam por obrigação.

Diremos que os magnatas enxergam ondas, praias, hotéis, jóias....e não estou apresentando uma crítica quando digo que simplesmente são cegos aos porteiros, funcionários, secretárias etc.

Talvez os bons professores e os artistas, sejam aqueles que ampliam nossa visão. É claro que há o lugar da ciência, Mas ainda penso que há muito de arte em Einstein, Freud, Marx ....

Gostaria de ouvi-los sobre o olhar.
Podemos compor um post coletivo com figuras, textos etc..

observaçâo: procurei muito uma imagem do olhar de Al para ilustrar fírgura.
Mas convenhamos, o olhar de Ana Magnani vale bem uma tese. Mandem imagens de olhares e podemos criar uma galeria

terça-feira, 21 de julho de 2009

Desde Pereira Passos é assim....

Outra marca do programa de melhoramento e embelezamento da capital foi a construção de prédios culturais e a concentração das obras nas zonas Central e Sul, ratificando a intenção de valorização dos terrenos em questão. A construção da Avenida Beira Mar confirmou a estratégia de expansão do sítio. A integração de Copacabana ao espaço urbano também foi promovida pelo poder público, através do túnel do Leme (1906) e da construção da Avenida Atlântica.
Por outro lado a cidade e o espaço, que haviam se transformado em mercadoria, são cobiçados por grandes interesses. Grandes obras, grandes projetos eram exigidos e disputados por empreiteiros, construtores e outros grupos de capitalistas burgueses. O próprio aparelho do Estado era infiltrado por estes interesses, tornando o favorecimento uma prática regular do serviço público. O mais entusiasmado executor dos projetos, o Prefeito Pereira Passos, possuía ligação direta com grupos de construtores. (AMADOR E., 1997, pg. 324)
Em relação à higiene e saneamento de alguns bairros, Passos mandou canalizar rios como o Carioca, Berquó, Maracanã e sanear a Lagoa Rodrigo de Freitas. Declarou guerra aos quiosques, proibiu a atividade dos vendedores ambulantes e o exercício da mendicância.

fonte

Considerações históricas da organização espacial da Cidade do Rio de Janeiro: Um enfoque no Complexo da Maré *
Taiana Santos Jung
Geógrafa, Mestranda ENCE/IBGE – taianajung@ibge.gov.br

quinta-feira, 16 de julho de 2009

o Brasil é um pouco diferente



Bento Prado Jr.:

"Depois do programa, Sartre nos perguntou: 'Como é possível que uma empresa capitalista gaste tanto tempo ou dinheiro para que possamos fazer nossa campanha pelo socialismo? '. Ao que respondemos: "O senhor sabe... o Brasil... o Brasil é um pouco diferente".

sábado, 11 de julho de 2009

Dentro do ar

Estive fora para entrar nos eixos com minha tese. Tenho umnas 70 páginas de entrevistas para analisar e penso na composição da tese como uma partitura. Mas neste caso não foi o jazz que me moveu, mas movimentos que conheço pouco, Apenas o suficiente para lembrar de "alegro" , "andante"... ou seja, talvez por ter visto a biografia de Mozart, duas vezes nestas semanas, ando pensando em peças clássicas. Afinal de contas, mesmo com toda a genialidade de Umberto Eco, sempre podemos escrever livros sobre como escrever uma tese. Se alguns se pautam pela excelência acadêmica e dominio teórico, outros (como alguns antropólogos) descrevem até mesmo trocas de telefonemas. Cada um com seu ofício, é certo. Se eu dissesse que o melhor é um equilíbrio dos dois, não seria exatamente fiel ao que busco. Por isto a figura da ópera chega como inspiração. Cada um com suas referências. A sociologia pode matar nossa literatura, nosso lirismo e nosso bom humor. Pode matar nossa lente ampliada. Mas como ter "um estilo"? Este que admiramos nos grandes escritores como Saramago? Ou em grandes cineastas como Copolla? Bem, direi que o caminho pode ser um vale de solidão, abismos e desafios. Mas escrever uma tese, com prazos e obrigações materiais tem se revelado uma obra. E o que confere sentido à palavra obra? Não há exata medida, nem fórmula, nem estilo a seguir. O que seduz em Foucault não é apenas seu argumento. Ele desejava ardentemente encontrar as palavras que nos abalassem. O abalo de um texto é capaz de parar nossas horas. Uma vez teria dito ele, que escrevia para ser amado. Outros fazem das palavras sua guerra com o mundo. Vejam que escrevemos por razões tão distintas. Enquanto uns escreveram para aprimorar os tratados que perpetuavam a dominação de um sistema político sobre outro, outros escreveram para inflamar multidões. E o fizeram ao manifestar a estupidez de um direito natural que assegurava "naturalmente" a riqueza dos homens. O que não podemos negar , meus caros leitores, é que é o processo da escrita, que tem nos marcado profundamente como homens de um tempo onde as palavras postas em papel ainda têm importância fundamental não só no ordeamento das pulsões como na tentatica de fuga.
Minha tese terá um movimento andante, depois alegro e ao final, apresentarei à vocês algumas fíguras que lembrarão canhôes, silêncio e surpresa.